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A hora é agora

01/09/2017
A hora é agora

Os Jogos Olímpicos Rio 2016 acabaram e junto a eles muitos patrocínios e apoios também. Nesse período, a maioria dos atletas brasileiros passa por dificuldades e até desiste de seguir a carreira por precisar trabalhar para se sustentar ou por falta de recursos para treinos e competições.
Infelizmente, no Brasil, ainda há poucas empresas que investem continuamente no esporte. As que investem, evidentemente, escolhem atletas que já estão dando os primeiros resultados para que a sua marca esteja no pódio.

Abro a reflexão para que atletas, pais, clubes e instituições utilizem esse período de início de novo ciclo olímpico para se preparar. Essa preparação vai além do treinamento porque isso é condição sine qua non. É preciso que o atleta seja preparado para receber apoios e patrocínios quando estes chegarem. Tão importante quanto o rendimento esportivo é a imagem, que tem um grande valor de mercado.

O atleta precisa ser interessante para o mercado corporativo. As marcas querem ser associadas a boas imagens. Por isso, o treinamento dessa imagem também deve fazer parte da rotina do atleta. Diante desse cenário, o trabalho de planejamento de carreira a curto, a médio e a longo prazo é fundamental. Trabalhar a imagem envolve desde o cuidado à conduta do jovem dentro e fora de competições, o reforço aos estudos, até orientações relacionadas ao comportamento em possíveis entrevistas e participações em eventos.

As mídias sociais, amplamente utilizadas, têm sido a maior vitrine. Então, é preciso ter cuidado ao que é postado. Não me refiro a tirar a liberdade do atleta, mas orientá-lo a utilizá-las corretamente, além de trabalhar um perfil profissional que reforce os valores, as qualidades e mostre o dia a dia no esporte.

A gestão de crises é outro fator primordial. O atleta precisa entender as consequências que as atitudes podem gerar e influenciar na carreira. Temos casos de atletas consagrados, que perderam patrocínios e até mesmo a profissão por atitudes fora de campo ou de quadra.

O atleta brasileiro apresenta uma grande carência nesse modelo de trabalho. Embora tenhamos sido a sede do principal evento esportivo mundial, ainda há muito a ser feito. O tão discutido legado dos Jogos precisa ser colocado em prática.

É preciso plantar agora para colher depois. A hora é agora.

Raquel Rampon Medeiros é jornalista, assessora de imprensa no segmento esportivo, especialista em marketing pela FGV, diretora da R2M Comunicação e Marketing e agora TIME ESPORTE ESCOLAR.


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